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GGRC11 mantém R$ 0,10 por cota, vacância de apenas 0,19% — quanto investir para receber R$ 100 por mês?

Fundo logístico e industrial completa quase um ano de pagamentos estáveis, usa reservas para cobrir a distribuição de maio e aposta em novas aquisições para sustentar os dividendos nos próximos meses

Redação RadarFII Publicado em 23/06/2026

O fundo imobiliário GGRC11 manteve o pagamento de R$ 0,10 por cota aos investidores, reforçando sua regularidade na distribuição de dividendos. O rendimento mais recente foi depositado em 9 de junho de 2026 aos cotistas posicionados ao final do pregão de 1º de junho.

Com base no preço aproximado de R$ 9,90 por cota utilizado no anúncio, o pagamento representou um dividend yield mensal próximo de 1,01%. Nos últimos 12 meses, o retorno acumulado apenas com proventos ficou ao redor de 12,07%.

O valor distribuído pelo fundo em 2026 chegou a R$ 0,60 por cota após os seis primeiros pagamentos do ano.

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Quanto o GGRC11 paga em dividendos

Considerando a distribuição mensal de R$ 0,10 por cota, o valor recebido pelo investidor depende da quantidade de cotas mantida na carteira na data de corte.

Quantidade de cotasRendimento mensalProjeção em 12 meses
100R$ 10,00R$ 120,00
500R$ 50,00R$ 600,00
1.000R$ 100,00R$ 1.200,00
2.000R$ 200,00R$ 2.400,00
5.000R$ 500,00R$ 6.000,00
10.000R$ 1.000,00R$ 12.000,00

As projeções consideram a manutenção do pagamento de R$ 0,10 durante todos os meses. Os dividendos dos fundos imobiliários não são garantidos e podem variar de acordo com receitas, despesas, vacância e decisões da gestão.

Quanto é necessário investir para receber R$ 100

Para gerar uma renda mensal de R$ 100 com o atual patamar de dividendos, seriam necessárias mil cotas do GGRC11.

Com a cota negociada perto de R$ 9,90, esse patrimônio representaria um investimento aproximado de R$ 9,90 mil. O valor pode mudar diariamente porque as cotas são negociadas na Bolsa.

Para buscar R$ 500 por mês, seriam necessárias cerca de 5 mil cotas, equivalentes a um investimento próximo de R$ 49,50 mil na mesma referência de preço.

Fundo mantém regularidade nos pagamentos

O GGRC11 vem mantendo o dividendo de R$ 0,10 por cota desde agosto de 2025. Em julho daquele ano, o fundo havia distribuído R$ 0,105 por cota.

A estabilidade dos pagamentos aumenta a previsibilidade para investidores que procuram renda mensal. No entanto, também é necessário observar se o resultado gerado pelo fundo consegue cobrir integralmente os valores distribuídos.

Em maio, o GGRC11 registrou receita total próxima de R$ 24,70 milhões e despesas de aproximadamente R$ 4,50 milhões. O resultado líquido ficou em torno de R$ 20,24 milhões, enquanto a distribuição aos cotistas alcançou cerca de R$ 21,40 milhões.

Como o pagamento superou o resultado mensal, o fundo utilizou parte de suas reservas acumuladas para completar a distribuição. Esse mecanismo pode ser usado temporariamente, mas não substitui a geração recorrente de receitas no longo prazo.

Aquisições podem ampliar a receita

A gestão vem aumentando a exposição do GGRC11 aos segmentos logístico e industrial. O fundo terminou maio com 38 imóveis, aproximadamente 786 mil metros quadrados de área locável e 44 inquilinos.

A ocupação física chegou a 99,81%, deixando a vacância em apenas 0,19%. Uma ocupação elevada favorece a arrecadação de aluguéis e reduz o impacto financeiro de espaços desocupados.

O fundo também realizou novas aquisições em Diadema, Garuva e Camaçari. Os imóveis podem contribuir para o crescimento das receitas após a conclusão das operações e a incorporação integral dos aluguéis aos resultados.

Além disso, reajustes contratuais previstos para os próximos meses podem elevar a receita imobiliária. A maioria dos contratos é corrigida pelo IPCA e cerca de 86% dos acordos são classificados como atípicos, geralmente com prazos mais longos e multas maiores para rescisão antecipada.

Dividendos de R$ 0,10 podem continuar

A gestão indicou expectativa de manutenção dos dividendos em R$ 0,10 por cota nos próximos meses de 2026. A projeção considera as receitas dos imóveis, os reajustes dos contratos e a entrada de novos ativos no portfólio.

Ainda assim, o investidor deve acompanhar a relação entre resultado e distribuição, o uso das reservas e a velocidade de alocação dos recursos captados na emissão de cotas.

O GGRC11 apresenta rendimento mensal próximo de 1%, elevada ocupação dos imóveis e histórico recente de pagamentos regulares. Esses indicadores ajudam a sustentar os dividendos, mas não eliminam os riscos de redução futura dos proventos.